
Ana Amélia Maciel foi anfitriã do Revelando os Brasis em Chaves (PA), cidade onde aconteceu a última sessão da presente edição do projeto no dia 03/o7/2009. Ana nasceu em Chaves é poetisa, escritora, professora universitária e reside em Belém (PA). Ela foi a Chaves especialmente para a exibição do filme “Sou Teu Maninho! Um grito marajoara”, de Daniel Vieira Corrêa. Abaixo, confira o texto de Ana sobre as suas impressões do dia da exibição:
“Dia 3 de julho, a cidade de Chaves, situada na costa norte da ilha do Marajó, viveu um momento inédito ao apresentar para seu povo o curta-metragem ‘Sou Teu Maninho! Um grito marajoara’. Uma das produções do projeto Revelando os Brasis – Ano III.
É indiscutível a importância da inserção das novas tecnologias como contribuição para formação do cidadão crítico ‘O homem não pode participar ativamente na história, na sociedade, na transformação da realidade, se não é auxiliado a tomar consciência da realidade e de sua própria capacidade para transformá-la’ (Paulo Freire).
’Sou Teu Maninho! Um grito marajoara’ tem a direção de Daniel Corrêa, um jovem professor licenciado em Letras, que, com entusiasmo e beleza, não perde a dimensão das necessidades do homem marajoara que está à margem das políticas sociais, retratando assim dificuldades de seus moradores diante das adversidades. Isso contrasta com a beleza cênica apresentada nesse curta metragem, que tem uma belíssima trilha sonora condizente com a realidade natural de Chaves – um lugar ‘quase’ esquecido na ilha do Marajó.
Na semana que antecedeu a apresentação, o povo mobilizou-se para participar dos preparativos para a ‘grande noite’ e mostrou que é possível promover a cultura mesmo diante da dificuldade de falta de apoio e recursos. Lembro Chico Mendes que mostrou a facilidade que é quebrar um graveto, mas o quão difícil é quebrar um feixe de gravetos. Assim foi a união do povo de Chaves. Tudo estava perfeito, desde a decoração tipicamente marajoara até a organização do espaço pós-evento.
A apresentação do filme lotou o gramado que fica ao lado da Prefeitura e redondezas, num espetáculo que reuniu famílias, idosos, jovens, crianças, e artistas, numa verdadeira noite de beleza, sob um céu estrelado, de lua quase cheia, embalados pela brisa e pela musicalidade das águas do Rio Amazonas.
Na tela, por meio dos artistas locais, a população de Chaves enxergou a si e também às suas necessidades. Dentre as contribuições que o filme oferece, temos retratado um contexto real e a expressão antropológica do homem marajoara. Esse curta-metragem poderá ser explorado como material didático em eventos, das salas de aula da educação básica às academias.
Parabéns para a coordenação do Revelando os Brasis – Ano III, parabéns para o olhar de Daniel Corrêa e para o povo de Chaves, atores principais desse enredo.
Dia 3 de julho a cultura marajoara aconchegou-se no colo da cidade de Chaves!”







A caravana do Revelando os Brasis saiu de Cambará do Sul extasiada por conhecer as suas belezas geográficas, pelo seu clima agradável e pelo carinho recebido das diretoras Silvana de Oliveira (Revelando os Brasis Ano II) e Liane de Oliveira Castilhos. Em todos, ficou a vontade de voltar outra vez a Cambará!.








Dois dias depois, foi a vez de Florianópolis receber o circuito. A exibição aconteceu no Largo da Alfândega, no Centro da cidade. O casario antigo do lugar compôs um bonito cenário para a projeção.








O filme do Revelando os Brasis produzido em Porto Amazonas é “Tico FC”, de Marcos Maranhão. A ficção foi inspirada na vida de Wilson Fermino de Martins Morgado, o Tico, jogador de futebol pelo clube carioca do Botafogo e, atualmente, dono de um bar na cidade. Na tarde anterior à exibição, a equipe foi ao Bar do Tico e ouviu muitas das suas histórias de pescador.
São João do Triunfo possui um parque com diversas grutas que foram escavadas por religiosos tempos atrás. A produção visitou alguns desses lugares e pode perceber o quão forte é a religiosidade da população local.






















O filme do Revelando os Brasis produzido em Jaraguari foi o “Engenho Novo”. O documentário fala de uma manifestação artístico-cultural da comunidade quilombola de Furnas: o engenho novo. Trata-se de uma dança que imita o movimento do engenho de cana. No dia seguinte, a sessão aconteceu na capital Campo Grande.







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